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Michael Carrick ‘aponta o dedo’ pela imitação dos ‘Chuckle Brothers’ no clube em crise Man Utd

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É inevitavelmente um Mediawatch pesado em Man Utd hoje, com Michael Carrick agora se aproximando de um estado de puro cerco e os Red Devils atingindo o status completo de clube em crise.

Distintivos rachados certamente estão a caminho se as coisas não mudarem logo.

Houve ainda mais más notícias do VAR para o clube fadado ao desastre.

ChuckleVision Não há nada como uma opinião calma, imparcial, desinteressada e objetiva de um jornalista sobre um jogo de futebol, e a reação de Samuel Luckhurst para o The Sun ao mais recente desastre do Man United não é nada parecida com uma opinião calma, imparcial, desinteressada e objetiva de um jornalista sobre um jogo de futebol.

Enquanto fazemos uma breve pausa para nos dar um tapinha nas costas por um uso raríssimo e correto da palavra "desinteressado" ali e nos concedemos dois pontos de ego inflado, vamos direto ao assunto.

Devemos começar dizendo que não achamos necessariamente que uma cobertura de futebol totalmente neutra ou objetiva seja uma ideia particularmente brilhante. Ou mesmo, provavelmente, uma ideia possível. O futebol não é o mundo real. Não é notícia. É escapismo, e parte desse escapismo está nos vieses que existem em todos nós, até mesmo no muito sensato Mediawatch.

Deus sabe que qualquer um que já leu praticamente qualquer artigo de opinião neste site sabe que estaríamos atirando pedras para todos os lados na nossa acomodação excessivamente envidraçada se pedíssemos que todos os escritores, em qualquer lugar, fossem calmos e sensatos ao escrever sobre seus próprios clubes.

Perderias alguns dos melhores textos sobre futebol que existem se exigisses que tudo fosse reportagem direta e factual. O futebol não é nada sem emoção, e, por lógica, o mesmo se aplica à cobertura futebolística em qualquer formato.

Mas, por vezes, ainda se vê uma linha que faz até uma coluna de opinião ultrapassar o limite entre “crítica jornalística informada” e cair diretamente em “desabafo de fã num blogue”. Há, sem dúvida, espaço para o segundo, mas provavelmente não deveria estar no site de jornais nacionais.

Não há como negar que a fúria absoluta de Luckhurst com a incompetência do Man United captura o clima geral entre a torcida do United nesta manhã. Ele dificilmente é uma voz isolada em desacordo com o apoio mais amplo.

Mas também não há como escapar do fato de que isto é simplesmente uma coisa louca de se dizer:

Será que vimos? Será que realmente testemunhamos isso? Pensa nisso. Pensa no que ele está a dizer ali. Não uma das piores exibições defensivas do Man Utd. Mas uma das piores de qualquer equipa. Qualquer equipa na memória recente.

Isso é um pouco demais, não é? Porque eles sofreram três gols? Três gols, podemos acrescentar, contra um Brighton muito bom, que a) é de longe a equipe com mais gols marcados na Premier League nesta temporada e b) marcou cinco gols no domingo.

É francamente desrespeitoso com o Brighton descartar e minimizar completamente a excelência deles e atribuir tudo o que aconteceu em Old Trafford ontem à noite à incompetência (incontestavelmente real) do Man Utd.

Mas a Mediawatch não é nada se não for justa – veja, dá para fazer – então diremos que gostámos disto…

…muito. Não temos certeza se TO ME, TO YORO funcionou muito bem, mas – ao contrário do United – também ganha um B+ pelo esforço.

Questão de ordem. A Mediawatch começou a notar que isso está acontecendo cada vez mais agora, a ponto de termos adicionado isso à nossa já pouco saudável e longa lista de Aborrecimentos Oficiais.

O que é, é isto: dizer que alguém apontou a culpa por algo, quando a direção real desse apontar é inteiramente para si mesmo. Não é o pior truque de tabloide do mundo, mas ainda assim é uma jogada de filho da puta.

É muito deliberado e muito enganoso, mas não é totalmente errado. É isso que o torna tão travesso. A expressão "aponta a culpa" não exclui explicitamente apontar essa culpa para si mesmo, mas traz consigo conotações há muito estabelecidas de direcioná-la para outro lugar e de fazê-lo especificamente para fugir e evitar a própria responsabilidade.

Então, Daily Mirror, nós vemos vocês quando publicam essa manchete…

…acima, Michael Carrick dizendo:

Que isto sirva como um lembrete amigável de que as palavras "aceita" e "assume" existem. Usos possíveis podem incluir "Carrick assume a culpa", por exemplo. Ou "Carrick aceita a responsabilidade". Ou "Este título é uma piada de mau gosto".

Um passo longe demais para o VAR. Havia uma parte no Mediawatch de ontem sobre uma tentativa grosseira do Daily Express de fingir que o Manchester United havia sido alvo de erros anteriores do VAR nesta temporada antes do gol da vitória de Erling Haaland no dérbi.

O melhor que conseguiram arranjar, além de duas decisões do VAR que favoreceram o United e provavelmente não deviam ter acontecido, foi o United não ter recebido um pênalti contra o Everton pelo motivo frágil de que James Tarkowski não tinha cometido falta.

Agora o Mirror nos traz esta manchete, na qual eles sabem exatamente o que estão fazendo.

Não é surpresa que ‘Erling Haaland’ e ‘Man City’ sejam mencionados aqui antes de chegarem a ‘Everton’, ‘Matheus Cunha’ ou ‘James Tarkowski’.

Certo. Não foi pênalti, nunca foi pênalti, não foi marcado como pênalti, e o VAR deu apenas uma olhada antes de concordar que não era pênalti.

Claro. Porque não foi pênalti, nunca foi pênalti, não foi marcado como pênalti, e o VAR deu apenas uma olhada antes de concordar que não era pênalti.

Ainda assim. É mais uma manchete com ‘decisão do VAR do Man Utd’ nela, e essa é a verdadeira questão.

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